sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quer emagrecer? Pergunte-me como!




Boa Noite!

Semana passada deixei de lado todas as sugestões e conselhos dadas por amigos e especialistas sobre comidas ditas "saudáveis". Estou dizendo isso pois foi a "Semana Pé na Jaca". Isso significa que eu meti o pé na jaca no sentido culinário, ou seja, comi o que não devia praticamente todo dia, especialmente na terça-feira, que foi o auge da lambança.
Começou no café da manhã, onde mandei ver um belo omelete, fora pão e yogurte. No almoço fui ao Giraffas e matei o maior hamburguer que estes tinham lá, acompahado de batata frita e refri e, para fechar o almoço, um milkshake de morango. No meio da tarde comi um pacote de chocolate meio amargo, uma delícia de chocolate. A noite, depois do treino de tênis, fui no Fridays e mandei ver numa costela suína com um molho Jack Daniels e, como sobremesa, um super milkshake gigante de chocolate.

Nossa, terminei a terça-feira totalmente satisfeito e muito, muito feliz.
Hoje em dia existe um apelo forte por comida natural e saudável mas eu fiquei pensando o seguinte: Quando vocês vão à uma churrascaria normalmente o pessoal que está se fartando com os queijinhos, picanha, linguiça, frango, coração, costela, maminha, alcatra, etc etc, estão todos muito felizes. Agora, vá a um restaurante vegetariano (Ou, se quiser barbarizar, Vegan). Além de você encontrar alguns tipos estranhos, quase ninguém está rindo ou com uma expressão de felicidade plena. Parece que estão tristes. Isso me leva a crer que o vegetarianismo deixa as pessoas tristes. Será?

Neste sentido, as pessoas lutam com toda a força para emagrecer, ou manter o corpinho atlético, no meu caso... Eu, por exemplo, jogo tênis 2 a 4 vezes por semana e, quando não estou jogando, estou correndo no mínimo 5 km por dia.
Inclusive nesta semana, que estava em Brasília, corri uns 20 minutos depois do treino de tênis na terça-feira e foi tranquilo. Quarta a noite vim para Vitória e fui correr na praia na quinta a noite. Tive uma dificuldade terrível e me senti pesadão. Pensei: - Será que a semana pé na jaca me prejudicou tanto assim? Mas acho que não, pois vejam que, através de uma análise fria e calculista e, usando um pouco de física básica, temos respostas para toda as questões sobre a vida, o universo e tudo o mais (Acreditem ou não, esta resposta não é 42).

Eu estava em Brasilia, a 1.172 metros do nível do mar, o seja, a pressão atmosférica a esta altitude é menor do que ao nível do mar pois, afinal de contas, temos 1.172 metros a menos de ar acima de nós, o que deve ser considerado num cálculo mais apurado.

Em Vitória estamos ao nível do mar, onde a pressão atmosférica é 1 atm.
Onde eu quero chegar com isso? Vale aqui alguma conceituação sobre pressão atmosférica.

Em termos gerais, pressão atmosférica é a força por unidade de área exercida pela atmosfera contra uma superfície. Quanto maior a força, maior a pressão. As unidades de pressão mais utilizadas no meio científico são: atm (atmosfera), bar (milibar) e hPa (hectoPascal). O ar, embora tênue, tem peso. Cada pessoa tem em média um corpo com superfície de 1 metro quadrado, quando adulto. Sabendo-se que a pressão atmosférica ao nível do mar é 1 atm (101 325 Pa ou 1013,25 hPa=mbar), isso significa que, neste local, uma pessoa suporta uma força de 100 000 N relativo à pressão atmosférica. Como o corpo está em equilíbrio (A pressão interna se equilibra à pressão externa) a pessoa não sente essa força esmagadora sobre ela. Qualquer variação de pressão se distribui integralmente sobre o corpo, de acordo com o Princípio de Pascal. O peso normal do ar é 1 kg/cm2 e este peso diminui com o aumento da altitude. Simplificadamente, a pressão diminui 1 hPa (Ou 1 mbar) a cada 8 metros que se sobe. A uma altura de 1.172 metros acima do nível do mar teremos aproximadamente 0.85 kg/cm2 ou 15% a menos de pressão sobre nosso pobre corpo. Isso deve fazer uma boa diferença.

Temos ainda a gravidade terrestre que nos mantém presos à superfície da terra. Esta força da natureza diminui de maneira inversamente proporcional ao quadrado da distância ao centro da Terra. Para simplificar, temos a seguinte fórmula que mostra a força que sentimos com a distância:

F = K.M.m /d^2
Onde K é uma constante que vale 6,6742 x 10^-11 Nm^2/Kg^2
M é a massa do corpo 1 (No caso, da Terra)
m é a massa do corpo 2 (No caso, sua massa)
d é a distância entre o corpo 1 e o corpo 2
Temos também a famos fórmula: F = m.a
Onde F é a força exercida sobre um corpo de massa m para acelerá-lo com uma aceleração a.
Igualando as duas fórmulas e dando um tapa temos a seguinte fórmula para calculo da aceleração da gravidade:
g = K.M/d^2
Onde K, M e d são os mesmos da fórmula anterior. A gravidade que nos mantém presos à Terra, pode ser calculada a partir daí. Considerando a distância ao centro da Terra no equador, de 6.400 Km e massa da Terra de 6,02 x 10^24 Kg, a gravidade que obtemos é:
g = 9,80925 m/s^2
Este é o valor que aprendemos na escola.
Agora, supondo que em Vitória temos esta gravidade, por estarmos ao nível do mar e, quando subimos para 1172 metros, em Brasilia, a gravidade deve ser menor. Calculando novamente para este valor adicional, temos:
g = 9,80565 m/s^2
A diferença da aceleração da gravidade aqui é de 0,0036 m/s^2, ou ainda 0.037% de variação. Isto significa que a força que sentimos nos puxando para baixo é 0,037% menos quando estamos em Brasília, comparando-se à Vitória.
Com tudo isso, se você acompanhou ou não os cálculos, concluo que, para se sentir relativamente mais leve, basta subir alguns metros. Mas não são poucos metros pois, se você estiver acima do pico do Everest (Mais ou menos 10 Km), a gravidade será apenas 0,3% menor que ao nível do mar.
Agora, se você achou tudo isso muito complicado e no final a diferença é muito pequena, vá para a academia, feche a boca para as porcarias da vida e comece a se alimentar de forma responsável porque afinal, enquanto você está usando este corpinho que Deus lhe emprestou para se arrastar
por este mundo, cuide dele muito bem. Você não vai se arrepender.
Paz a todos
MF




sexta-feira, 17 de julho de 2009

Estamos seguros! Ou Não...



Boa noite,




Todas as pessoas que trabalham na área de segurança do trabalho sabem como é importante um ambiente onde as pessoas conhecem as normas de segurança, e a respeitam.As empresas tem investido nesse sentido e, uma das formas de investir é treinar os funcionários.

Uma amiga recentemente foi trabalhar numa grande empresa, multinacional, com bastante prestígio no seu setor. Antes de poder andar pelas dependências desta grande empresa ela teve que passar pelo chamado "Treinamento de Segurança", que compreende 2 dias com os técnicos especialistas na área de Segurança no Trabalho, passando todas as normas e procedimentos utilizados por esta grande empresa.

Após o primeiro dia, ela me mandou um email comentando sobre o primeiro dia de curso e, qual não foi a minha surpresa, ela me mandou uma série de frases ditas pela então especialista durante este primeiro dia (Ou parte dele).

Muito me chocou ver as frases ditas por esta "especialista" mas... Vejam por si mesmos e tirem suas conclusões.

- Iniciando o Treinamento:

"e vamo sipô"
"se você vinhé"
"o corpo é nossa maior propiedade"
"a gente tem que ter esse conceito prevencionista, pra prevenir mesmo né"


- E a aula começa:

"todo cuidado na usina é pouco, um capacete não impede que a sua cabeça seja esmagada não, viu!?" - Pra quê usar então, se vai ser esmagada mesmo rsrs

"e a sua cabeça pode até ser amputada!" - Só se for a dela...

"os danos material"

"vamos pedir que a gente não precisarmos passar por isso"

"um funcionário meu sofreu um acidente, infelizmente não morreu, mas ficou acidentado" - Pelo menos ele se acidentou né?

"a pessoa que adquire uma doença fica condenada" - Nossa, peguei uma gripe, já era...

"o funcionário já não respirava mais manualmente, só por aparelhos" - Fico imaginando como seria respirar manualmente.. Juro que não consegui visualizar.

"vocês tem exemplos de pessoas OU ALGO ASSIM que já sofreu um acidente?"

"eles te obrigam você a trabalhar"

"a gente tem que ter a consciência, de tá aí né, conscientizado mesmo"

"ele quebrou o fêmur da perna"

"com o ruído a pessoa perde as concentrações" - E a noção também...

"é importante o uso do bafômetro depois de feriados prolongados, pois alguns funcionários inalam cachaça pelos póros" - Esse é uma nova maneira de beber pinga, pelos poros. Basta jogar no braço e pronto, tá bêbado.

"por vias cruel do destino" - Cruel é aguentar isso, deve ser o destino, sei lá.

"ele foi a julgamento e foi obsorvido" - Essa foi legal. Antes absorvido do que abduzido...

"o homem sofreu um acidente fatal e acabou morrendo né"

"às vezes nem sempre" - Quando então?

"o motorista deixou cair a carga, porque teve um ataque de epilecticia"

"pra todo carregamento é preciso um plano pra medir quantas capacidade cabe na carga"


- E para finalizar a primeira parte do primeiro dia de aula:

"agora vocês pode ficar feliz, chegou a hora do coffee blade"

Nesse ponto, essa minha amiga parou de anotar pois, ou prestava atenção à aula ou anotava e ria ao mesmo tempo.

Fico pensando no preparo dessa moça que teve a importante missão de orientar os novos funcionários a como entender e aplicar os conceitos de Segurança do Trabalho. Lamentável.
Minha amiga simplesmente fez o treinamento porque era obrigatório e acabou aproveitando alguma coisa, mas ficou aquela sensação de despreparo total das pessoas responsáveis em ministrar (E administrar) este tipo de treinamento.


No final, valeu pelas risadas.


Aproveitando o assunto e, nada a ver com o assunto, estes dias eu estava saindo de um restaurante em Brasília e me surpreeendi com uma sombra projetada na calçada. Não resisti e tirei uma foto com o celular. Segue a foto para o deleite de vocês, meus amados leitores.

Como vocês podem ver, o careca ao lado sou eu, tirando a foto de um cano na calçada. A sombra é um tanto ultrajante, mas interessante dadas as circunstâncias.
O pessoal que estava comigo ficou rindo à toa e umas senhoras que passavam por perto ficaram horrorizadas com o fato de eu estar tirando a foto "daquilo".
Normal, acho que fazia tempo que elas não viam algo com o formato tão sugestivo e ficaram de certa forma emocionadas e decepcionadas com o fato de não poderem fazer nada afinal, era apenas uma sombra...
Depois dessa, só posso dizer, Boa Noite!
Paz a Todos
MF

domingo, 5 de julho de 2009

Obituário do "Motoqueiro Fantasma"


Boa noite!



Não se preocupem, não morri, ainda, mas estou a caminho. Alias, todos estão a caminho da morte assim que nascem. A única certeza nesta vida é que vamos morrer um dia.

Isso me lembra uma piada rápida onde Sara, esposa de Jacob, morreu,
Jacob em respeito à esposa quis colocar um anuncio no jornal sobre a sua morte. Liga para o Jornal e diz:
- Olá, quero anunciar a morte de Sara.
- Pois não senhor, o que desejas escrever?
- Escreva assim: Sara morreu!
- Mas o senhor pode colocar 5 palavras pelo mesmo preço.
- Ah, então coloca assim: Sara morreu, vendo monza 84.
Bom, mas voltando ao tema principal, fiquei imaginando como seria o meu obituário, aqueles informando da morte do cidadão e o que ele deixa para trás. Seria mais ou menos assim:

Nota de Falecimento de "O Motoqueiro Fantasma".

Morreu aos 40 anos, "O Motoqueiro Fantasma".
Esposo dedicado, deixa esposa e filho amados. Estas pessoas são as duas mais importantes em sua vida e ele não saberia viver sem eles. Estes últimos 10 anos foram dedicados exclusivamente a eles, sem medir esforço para fazê-los felizes.
Deixa mãe, pai e irmão, também muito importantes em sua vida, pois moldaram sua personalidade e caráter. Sem eles não chegaria tão longe em sua vida.
Deixa muitos amigos queridos pois em sua curta vida sempre precisou deles para apoiá-lo quando estava no caminho certo e criticá-lo quando estava no caminho errado, pensando sempre em seu bem. Da mesma forma apoiava e criticava quando necessário quando percebia seus amigos no caminho certo ou errado. Nenhuma pessoa pode viver sem amigos. Os amigos fazem parte da grande família em sua vida terrena.
Não deixa inimigos, apenas adversários (Quase todos no esporte). Os adversários são as pedras no caminho que nos testam, mostrando que temos sempre onde melhorar.
Deixa muitas coisas boas feitas, acertos e erros. Os acertos servem para dizer que esrá no caminho certo e os erros para mostrar o caminho a não tomar.
Deixa ainda algumas coisas materiais (Casa, carro, moto, etc), mas estas são coisas que Deus nos empresta para que possamos viver nossa vida terrena com um pouco mais de conforto.
Em sua jornada teve momentos de alegria e de tristeza, quase todos servem de aprendizado e evolução.

Assim foi a vida do "Motoqueiro Fantasma", curta, mas cheio de emoção e felicidade.

***

Esse seria o meu Obituário mas, como eu disse no começo deste post, não morri.
Como não morri, peço que leiam novamente os parágrafos trocando a palavra deixa por tem e palavra foi por é.

Assim é a minha vida e sou grato a Deus por cada minuto a mais que Ele me permite respirar neste mundo. Cada minuto perto de minha família e cada chance de evoluir deve ser aproveitada em sua plenitude para que, no futuro, meu obtuário permaneça da mesma forma que está acima.

Paz a Todos
MF