quinta-feira, 27 de maio de 2010

Adeus Noka




Oi

Hoje é um dia muito triste em minha vida. Faleceu nossa filha, a Noka, uma Boxer que fez parte de nossa família por quase 11 anos. Ela faria 11 anos dia 26 de julho. Chamo-a de filha pois realmente ela era amada como tal.
Lembro do dia que ela chegou em casa, ainda com 3 meses, pequenina, assustada e carente. A partir deste dia ela sempre foi amiga e companheira, mesmo quando dávamos umas broncas nela por fazer coisas não muito legais, como comer partes do carro e da moto, ou ainda destruir a máquina de lavar. Ela era realmente muito forte.
Mas tinha muito mais. Sempre que chegávamos em casa ela vinha toda feliz (E foi assim por todo esse tempo), abanando o rabinho toco freneticamente e lambuzando nossas pernas e mãos com sua baba de felicidade por nos ver novamente. Ela sempre foi amiga de todos e nunca mordeu ou rosnou ameaçadoramente para ninguém. Embora o seu porte assustasse um pouco no começo, depois de uma cheirada e uma lambida ela encantava a todos com seu charme meio despojado e sua energia que nunca acabava.
Um dia um amigo estava em casa num domingão e eu pedi para ele pegar a Noka pois estava precisando de um bom banho. Fui preparar a mangueira, o shampoo e outras coisas mais e fiquei aguardando ele chegar com ela mas, depois de 10 minutos esperando fui ver o que se passava e encontrei-o suando as bicas e a Noka toda feliz dando baile nele. Ela sabia que iria tomara banho e não se entregou. Precisamos cercá-la para conseguir pegá-la.
Foram tantos os momentos felizes com ela, passeios, brincadeiras, brigas de brincadeira quando eu fingia que atacava e ela latia para mim, me chamando para a briga mas sabendo que era tudo brincadeira.
E como ela era carente, por toda a sua vida, carente e pidona. Bastava estarmos à mesa que lá vinha ela com aquela cara de dó, pedindo qualquer coisa que tivesse por lá. E ela sempre ganhava.
Com certeza vou sentir falta de tê-la toda manhã batendo na porta da sala, pedindo para entrar e depois pedindo para dar uma volta na rua. Já sinto falta dela agora e vou sentir ainda por algum tempo.
Depois que recebi a notícia, passou-se um filme em minha cabeça de tudo o que aconteceu nestes 11 anos em que ela esteve conosco. Tudo isso ficará guardado em meu coração, para sempre.

Seus últimos dias foram um pouco sofridos, pois ela passou por 2 cirurgias. Ontem a noite eu fui visitá-la na clínica veterinária e ela até que estava bem. Estava deitava, meio mole por causa dos remédios, mas estava bem. Quando ela me viu deu umas sacudidelas no rabinho e levantou ligeiramente a cabeça para me saudar. Fiz um carinho nela e disse que logo ela estaria em casa. Ela não resistiu e faleceu no meio da noite, dormindo. Acho que foi a despedida dela.

Quero acreditar que exista um céu para os cachorros e tenho certeza que ela está lá correndo e brincando com outros amiguinhos. Espero que ela sinta saudades desse seu amigo velho que agora chora de saudade.

Obrigado, Noka, por fazer parte de nossa família e tornar os dias mais felizes com sua boa energia. Obrigado por sempre estar ao nosso lado e por mostrar-nos que a vida pode ser simples e que um carinho as vezes é tudo do que precisamos para sermos felizes.
Obrigado, Noka, por nos amar incondicionalmente por todos estes anos.



MF.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Fechado para balanço


Bom dia,

Hoje em dia parece que o tempo não joga a nosso favor. Estamos sempre sem tempo, sempre atrasados, sempre com muita coisa para fazer e muitas vezes nem paramos para pensar antes de fazer alguma coisa. Simplesmente atuamos como executantes, quase um ato mecânico de sobrevivência. Vivemos, sem pensar em como e porque vivemos. Simplesmente existimos e continuamos a existir porque alguém nos colocou aqui. Mas será que é só isso?

Assim, acordamos, nos vestimos, pegamos o nosso carrão e vamos ao trabalho. Chegando ao trabalho já começamos o dia lendo emails (Normalmente os menos importantes como piadas, aqueles com anexos de mensagens doces e alguns com fotos de mulheres nuas) e depois resolvemos atender aos pedidos desesperados dos outros emails importantes. E como chegam emails... Parece que as pessoas pararam de conversar umas com as outras e é como se o email fosse o novo canal de comunicação oficial da nova era. O colega ao seu lado manda um email pedindo uma informação que, se ele simplesmente virasse e perguntasse já teria a resposta. Ahhh, mas tem que ficar registrado! - Alguém diz. Sim, mas esta informação já deve estar em algum lugar e não precisa ser replicada, apenas repassada. Uma conversa de 10 minutos salva, algumas vezes, horas de emails trocados.

Outra ferramenta muito útil mas as vezes utilizada de forma negligenciada é o MSN. Sim, é muito legal poder conversar com toda a sua família ou amigos distantes pelo MSN sem gastar um tostão, mas novamente vem o caso do colega ao lado. Muitas vezes conversas inteiras decorrem por meio do MSN, sendo que a pessoa está a alguns metros de distância. O que aconteceu com o olho-no-olho? Algumas vezes as pessoas são mais "machos" pelo MSN do que ao vivo. Talvez pelo fato de não mostrarem a cara, acham que podem falar o que quiser sem maiores problemas.
Com toda essa tecnologia disponível, deveríamos ter mais tempo para fazer as coisas que realmente importam. Negativo! Estamos cada vez mais atarefados, ou será que aparentamos estar atarefados?

Com tudo isso, não paramos para pensar o que estamos fazendo ou como estamos fazendo ou ainda o porque de estarmos fazendo isto e não aquilo. O pior é que nem percebemos como nossas ações afetam todo o ambiente à nossa volta. Cada passo dado altera toda uma cadeia de relações delicadamente conectadas. Efeito borboleta? Porque não? Estamos todos sujeitos a alterações no meio ambiente. O cara que decidiu sair 5 minutos mais cedo de casa acaba se envolvendo em um acidente totalmente imbecil em uma esquina com probabilidade 0 (Zero) de acontecer um acidente. Só isso já muda o rumo da vida dele e de outros tantos que estão envolvidos no acidente, direta ou indiretamente. Não tem jeito, essa teia de relacionamentos é praticamente infinita dentro do nosso mundo.

Além disso, parece que quando algumas mudanças começam a acontecer na nossa vida, elas acontecem em bandos, ou seja, vêm todas juntas e algumas vezes fica difícil gerenciá-las. Acredito que a mudança é uma energia, que vai se acumulando ao longo de tempo e chega num ponto em que ela atinge úm nível tão elevado que não consegue mais ser contida e explode, fazendo que sua vida sofra alguns reveses, uns bons e outros não tão bons assim.
No meu caso, aconteceu tudo neste primeiro trimestre de 2010. Vejam só o que me aconteceu num curto período de tempo:
- No final de dezembro, voltei para minha casa em Campo Limpo Paulista. Estávamos morando em Barueri há 2 anos, como um experimento. Minha casa em Campo Limpo Paulista tinha ficado praticamente desabitada, sendo utilizada como casa de campo. Voltamos e agora estamos felizes no nosso novo-velho lar.
- Dia 14 de janeiro, eu caí com a minha moto. Essa moto era o meu sonho de consumo realizado e eu estava completamente feliz com ela. A queda não foi forte do ponto de vista físico mas me deixou fragilizado por várias semanas. Hoje já estou recuperado e pensando em comprar outra moto.
- No final de janeiro meu carro se meteu numa poça de água maior do que a capacidade dele. Entrou água no motor e fez um belo buraco. Resultado: Tive que trocar o motor. Pelo menos o seguro pagou mas, fiquei um tempo sem carro... e sem moto...
- No meio de fevereiro, consegui fazer um negócio com um parente, passando minha carta de crédito de um consórcio que eu estava pagando e fiquei com o carro dele. Quitei o consórcio e fiquei sem a dívida e com um belo carro.
- Ainda no meio de fevereiro, recebi uma proposta para mudar de emprego e assumir a gerência da área de software em uma empresa que eu tinha trabalhado 2 anos atrás. Mudei de emprego.

Assim, minha vida mudou nestes 4 meses e, com certeza, afetou a vida de muitas pessoas. Só hoje eu parei e me dei conta de tudo o que passou neste começo, ou seja, fiz um balanço de como foram estes primeiros meses de 2010, pensando que ainda temos 8 meses pela frente.
Mal posso esperar para ver o que vai acontecer.

Paz a Todos
MF