segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O que fazer até o fim do mundo

Boa noite,

  Como a maioria das pessoas deste planeta já sabe, dia 21 de Dezembro de 2012, ou seja, daqui a 18 dias, o mundo acabará. Isso deve-se às previsões Maias, um montão de tempo atrás. Isso rendeu muitos programas de televisão, documentários, filmes, livros, artigos e posts em blog (Inclusive neste blog, se quiser ler de novo, clique AQUI).
  Mas e aí? Será que o mundo vai acabar mesmo? Será que tudo o que temos e conhecemos vai se desfazer assim, sem mais nem menos? Temos várias maneiras de imaginar o fim do mundo:
  - A terra vai passar pela tal nuvem super-carregada de energia e um monte de cataclismos vai ocorrer, matando todos os seres vivos, alguns rapidamente outros lentamente;
  - O Sol vai soltar um Super PUM (Tempestade Solar, para os leigos) e vai fritar a Terra;
  - Um asteróide gigantesco vai colidir com a Terra. Vai fazer um estrago tão grande que mais de 80% vai morrer quase que instantaneamente, enquanto que os outros 20% vão durar algumas semanas, mas também vão morrer;
  - Deus, com seu dedo divino, vai dar um peteleco na Terra e, como uma bolha de sabão, explodiremos;
  - Qualquer outra forma de morte horrível e que não deixe ninguém para escrever o que aconteceu.

  Então, se isso for mesmo verdade, o que você, um dos milhares de leitores deste blog, estará fazendo nos últimos dias? Com quem você quer passar estes últimos momentos de sua existência?
  Para ajudar os indecisos, eu fiz uma pequena lista:

  - Faça a viagem que você sempre quis fazer;
  - Abrace seus amigos e diga a eles o quanto eles são importantes para você;
  - Perdoe os seus inimigos, mas perdoe de verdade;
  - Desculpe-se, com sinceridade, às pessoas que você magoou;
  - Diga "Eu Te Amo" à pessoa que você ama, mas diga olhando-a profundamente nos olhos e segurando em suas mãos;
  - Faça amor com a pessoa que você ama, muitas vezes;
  - Diga "Eu Te amo" aos seus pais;
  - Abrace seus filhos e diga-os que os ama e o quanto são importantes para você;
  - Almoce com seus amigos;
  - Conte piadas, mesmo que não tenha habilidade para isso;
  - Ria muito;
  - Ria de você mesmo;
  - Faça meditação;
  - Faça uma oração, por você e por quem você ama;
  - Tome um banho de mar;
  - Assista o sol se por;
  - Assista ao sol nascer;
  - Olhe as estrelas sem pressa, percebendo cada brilho, cada cor e os diferentes nuances entre elas.
  - Converse com alguma pessoa desconhecida, na fila do cinema, na fila da padaria ou do caixa do supermercado;
  - Diga bom dia aos seus vizinhos;
  - Pratique mais esporte;
  - Faça um piquenique com sua família;
  - Brinque com um cachorro ou gato;
  - Visite um asilo e abrace os velhinhos;
  - Olhe nos olhos das pessoas enquanto conversa com elas;
  - Tome uma chuva;
  - Cante bem alto, sem se importar com sua voz ou afinação;
  - Sugestões...???

  Isso ainda é pouco e a lista pode crescer ainda mais. Se não der tempo de fazer tudo isso, marque alguns e mãos a obra.
  Muito bem, você fez algumas coisas da lista acima, ou tudo, ou ainda mais do que está escrito e chegou o dia 21/12/2012, você dormiu e... acordou no dia 22/12/2012, o sol brilha forte e imponente, os passarinhos cantam e o cheiro de café que vem da cozinha deixa um aroma agradável pela casa.
  Puxa!!!! O mundo não acabou... E eu fiz tanta coisa pensando que ele iria acabar... e agora?
  Eu te digo! Veja quanta coisa boa você fez nestes dias? Quantas almas você consolou, quantos amigos você abraçou e a pessoa amada agora é ainda mais amada. Você fez novos amigos e agora não tem mais inimigos.
  Você viveu intensamente, e pode continuar vivendo com a mesma intensidade que viveu estes "últimos dias". Basta continuar a fazer o fez. Não é difícil e você vai perceber que a vida é um presente de Deus e que viver é mais fácil do que possamos imaginar.

  Eu vou fazer a minha parte e espero poder estar aqui no dia 22/12/2012 para relatar como foram meus últimos dias antes do fim do mundo.

  Paz a todos
  MF

 

terça-feira, 15 de maio de 2012

A direção da vida

Boa noite,

Hoje eu estava jantando e conversando sobre a vida, como ela passa rápido e como o presente se transforma em passado assim, num piscar de olhos. O tempo todo vivenciamos a transformação do futuro em presente e em seguida em passado. É o ar que você respira naquele momento, que depois sai como gás carbônico, é o bife que esfria no prato, são as palavras ecoadas no ar e o olhar dos amante que se perdem um no outro. Enfim, sempre que o seu coração bate, deixou para trás, no passado, uma outra batida, tão importante quanto esta que corre exatamente agora pois, sem a anterior, não seria possível a do momento atual.
Assim, o passado faz parte de nossa vida e é um período muito importante, talvez o mais importante, porque é no passado que se forma a nossa personalidade e a esperança de ter um futuro feliz.

O problema começa quando fazemos do passado a nossa vida, esquecendo de que o que passou, passou, e não tem como voltar atrás (Pelo menos, não por enquanto). Assim se já aconteceu, porque ficar se lamentando? Porque ficar lembrando e reclamando por alguma coisa que aconteceu a 1, 2, 5, 10 ou 20 anos atrás, se tudo isso já acabou.
Não estou dizendo que devemos esquecer, isso não, mas devemos utilizar o conhecimento adquirido, seja com os nossos erros, seja com nossos acertos, como base para dar o próximo passo. É o peso da experiência, da vivência.
E pense, toda a sua vida está no passado: Os primeiros passos, a primeira palavra, a primeira namorada (E todas as outras), formatura, amigos, inimigos, vitórias, derrotas, faculdade, emprego, casamento, filhos, cachorro, imposto de renda (Sim, eu tinha que lembrar desse), o Corinthians (E no futuro também ele estará) e muito mais.
Nossa vida depende mais do passado do que imaginamos, e é muito importante todas essas lembranças. Quantos amigos que fizemos ao longo destes anos todos? Você consegue contar? Quantas vezes você chorou, de alegria ou de tristeza? Quantas vezes você disse "Eu te amo" e quantas vezes ouviu de volta? Quantas vezes você quis ir embora mas ficou, somente para deixar alguém que você gostava feliz?
Enfim, somos o que fomos...
Mas não podemos viver mais lá. Temos que olhar para frente, apoiados pelo que ficou para trás. Lembrar de pessoas queridas que se foram, de grandes realizações, de alegrias e de tristezas. Mas apenas se lembrar e não usar essas memórias como freio de mão para dar o próximo passo. Suas memórias, o passado, deve ser usado como combustível para dar o empuxo necessário para que uma grande realização, no futuro, seja possível. Depois essas será usada como combustível para uma próxima e depois outra e outras... Assim, nossa vida deve ser retro-alimentada por ela mesma.

Espero que você, que está lendo este blog, possa refletir sobre este tema e decidir olhar para a frente, mas sem perder de vista o passado.

Paz a todos
MF


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Coelhinho da Páscoa, o que trazes para mim?

Boa noite,

  Em 2009, eu fiz um post que falava um pouco sobre a Páscoa, mais especificamente sobre o ato de não se comer carne durante esta época. Veja em Que tal um Churrascão na Sexta-Feira Santa?. Acabei descendo o pau na Igreja e nos dogmas impostos além de outras coisas. Básico, como se eu já não tivesse feito isso anteriormente.
  Agora, após a Páscoa de 2012, resolvi fazer um estudo sobre o porque dos ovos de chocolate. Todo ano vamos ao mercado e enchemos o carrinho de ovos de chocolate, alguns do Ben10, Kinder Ovo gigante, Prestígio, Diamante Negro, etc.
  Mas, porque ovos de chocolate? E porque o coelho? Coelho bota ovo?
  Bom, o lance dos ovos é mais antigo do que se imagina, que na verdade vem da tradição pagã (Nada a ver com o lance da Páscoa ser uma celebração cristã)  e eram usados ovos de galinha, pintados. Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes da era cristã, eles pintavam os ovos e os presenteavam em celebração à chegada da primavera.
  Os ovos não eram para ser comidos, eram apenas um presente para simbolizar o início da vida.
  Esta tradição ao homenagear a primavera, continuou durante a Idade Média na Europa, onde os povos pagãos celebravam Ostera, a Deusa da Primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

  Os cristão se apoderaram da imagem do ovo para celebrar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus. Os ovos então eram pintados com imagens de figuras religiosas.
  No século XVIII, confeiteiros franceses (Tinha que ser eles...) tiveram a idéia de fazer ovos de chocolate. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.

  É claro que eu fiz um resumo do resumo aqui, mas vale uma pesquisa na Internet para mais detalhes.
  Assim, até hoje, pegamos filas intermináveis no mercado para comprar os benditos ovos de chocolate e o bacalhau. Nossas crianças não tem a mínima idéia de porque dos ovos e só se importam com o chocolate.
  Imagina só a decepção de uma criança se ela ganhar um ovo, de galinha, pintado. Você pode esperar de tudo, desde uma carinha de choro até ganhar um ovo na cabeça.

  E as pessoas enlouquecem nesta época. Os mercados ficam cheios e se você não foi antes e já fez suas compras "obrigatórias", vai ter que disputar os últimos ovos e pedaços de bacalhau a tapa.

  Essa loucura coletiva acontece em outras épocas: Dia das mães, dia dos namorados, dia dos pais, dia das crianças e por último mas não menos importante, o Natal.
  Ahhhh, esse sim bate o recorde dos recordes. Alguém já foi à 25 de Março (Centro de SP) 2 ou 3 dias antes do Natal? Pois é, eu já.... Aquilo é um terrtório de guerra, onde somente os mais fortes e destemidos sobrevivem. Ali que se separa homens de meninos...
 As propagandas, por sua vez, contém um apelo forte ao consumismo, do tipo:
  - Mostre o tamanho do amor por sua mãe, compre um Honda CR-V.
  - Demonstre o quanto você ama sua namorada, dê a ela um diamante da Vivara.
  - Natal sem o Extra não é Natal!

  E por aí vai. É deprimente e participamos disso de forma honrosa, cada vez mais nos endividando (Principalmente no Natal) para satisfazer os egos de nossos amados e amadas.
  O que aconteceu com o principal propósito destas datas?

  Afinal, para que serve a Páscoa?
  E o Natal?
  Será que o dia dos namorados não podia ser lembrado simplesmente com uma flor para a sua amada e um "nunca se esqueça que eu te amo!" ao pé do ouvido?

  Temos que refletir sobre nossos valores e o que queremos deixar para nossos filhos. Não acredito que este seja o caminho correto.

  Paz a todos
  MF


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

O trabalho dos sonhos

Boa noite,

  Outro dia fiz a seguinte pergunta a um amigo:
  - Você trabalha no que você gosta?
  Instintivamente ele me respondeu:
  - Claro, gosto das pessoas com quem trabalho, o ambiente é bom, enfim, eu faço o que eu gosto.
  Então e perguntei de novo.
  - Eu gostaria que você pensasse um pouco antes de responder; Você realmente faz o que gosta?

  Ele me olhou, demorou-se um pouco mais e com um olhar já desanimado respondeu:
  - É, eu não faço o que eu realmente gosto, faço isso porque foi o que eu sempre fiz e é o que eu sei fazer hoje. Sou casado, tenho filhos e contas a pagar e é por isso que continuo a fazer o que eu faço.

  Conversamos mais uns minutos sobre isto e percebemos que, realmente, não trabalhamos no que realmente nos traz a felicidade plena.
  Assim, suportamos nossos empregos, nossos clientes, nossos chefes, nossos colegas, o cafezinho ruim e as vezes frio e a comida enlatada no horário do almoço já parece sem gosto. Comemos porque precisamos comer mas não a saboreamos mais pois estamos pensando no que vamos encontrar quando voltarmos ao escritório.
  Vestimos o que outras pessoas nos dizem para vestir, usamos um crachá pendurado como se fôssemos macaquinhos de circo, perdemos horas fazendo relatórios que muitas vezes são ignorados em alguma mesa ou que é lido com desinteresse por algum chefe insatisfeito e aborrecido, ficamos enviando e recebendo emails o dia todo, atendendo a telefonemos de clientes desesperados e querendo que o problema dele seja a prioridade das prioridades, preenchemos formulários para tudo que precisamos, desde pedir elásticos a notebooks, participamos de programas de qualidade, CIPA, Brigada de Incêncio, Sindicato, e talvez alguma comissão sem sentido de funcionários para brigar por mais bolachas recheadas na copa, junto com café frio e sem gosto.

  Assim, fazemos isso tudo e porque?
  Ok, temos que pagar nossas contas mas, será que não entramos num círculo vicioso?
  Veja, quando não temos dívidas, qualquer salário serve e, de uma certa forma, éramos felizes com o nosso salário de fome, mas não passávamos fome. Depois de 10 ou 15 anos trabalhando, estamos numa posição razoavelmente confortável e com um salário compatível com o nosso nível mas, em contrapartida, temos um número enorme de contas para pagar: IPVA, IPTU, Seguro do carro e casa, prestação da casa/apto, Água, Luz, telefone, TV a cabo, Internet, Escola das crianças, a nossa pós-graduação, gasolina para os carros, Academia, condomínio, etc etc etc.....

  Aí, não conseguimos largar o osso pois temos que trabalhar para pagar tudo isso e não conseguimos viver sem estas coisas.
  Com isso, ficamos escravos do trabalho. Não podemos correr o risco de perder o emprego e com isso suportamos tudo, simplesmente para poder continuar, suportando...

  Eu ouvi uma frase, muito interessante, que é mais ou menos assim:

 "Fazer o que você não gosta é o maior desemprego que existe."

  Enfim, é um desperdício de ser humano gastar toda a energia em alguma coisa que não traz prazer e paz de espírito.

  Assim, continuamos e não sabemos onde vamos pois já nos distanciamos tanto de nossos objetivos que parece que não o enxergamos mais. É como se fosse um sonho distante.
  Mas não, eu acho que sempre há tempo de se fazer o que realmente traz à alma aquela sensação de felicidade, de completude do ser e de elevação do Eu.
  Não estou dizendo para largarmos tudo e partirmos para outra, sem olhar para trás; isso seria por demais radical e existem pessoas que nos amam e ainda tem fortes vínculos conosco. Podemos, aos poucos, ir direcionando nossa vida para o que realmente queremos e nos sentimos completos. Não será fácil e por muitas vezes pode parecer doloroso, mas no final sairemos vencedores.

  Assim, como você mesmo que está lendo este post, estou aqui pensando se realmente estou fazendo o que eu gosto e, dependendo da resposta, já sei o que fazer em seguida.

  Paz a todos
  MF