quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Onde eles estão?


Boa noite,

Sempre que olhamos para o céu, a noite, nos deparamos com uma infinidade de pontos luminosos e são tantos que não conseguimos contar. Quando Galileu apontou o seu telescópio para o céu pela primeira vez não precisou de muito tempo para perceber que os pontos luminosos eram na verdade estrelas, não muito diferentes de nossa estrela mãe, o Sol. Além disso, viu outros planetas no nosso sistema solar e em particular, levantou detalhes da Lua nunca antes revelados.
Hoje, 400 anos depois de Galileu, temos telescópios gigantescos na Terra apontados para cima descobrindo novos elementos no zoológico estelar e para completar este arsenal temos ainda vários telescópios fora da Terra, onde a interferência atmosférica não atrapalha as observações. O mais famoso é o Hubble, que tem trabalhado arduamente por anos coletando as mais belas imagens do universo e, ainda por cima, em vários comprimentos de onda da luz, permitindo observar fenômenos não visíveis no comprimento de onda da luz que enxergamos normalmente.

Estrelas duplas, galáxias dos mais variados formatos, supernovas, aglomerados estelares, anãs brancas, anãs marrons, buracos negros e recentemente ocorre a busca por planetas extrasolares, ou seja, planetas que estejam orbitando estrelas outras que não o nosso Sol.
Já se descobriu uma vasta gama destes planetas através de métodos que fogem ao escopo deste post (Vou explorar este tema no próximo post) mas a maioria destes planetas não se parecem muito com a Terra e sim são mais parecidos com o nosso irmão maior, Jupiter.

E porque o homem tem trabalhado com tanto afinco para construir estes olhos gigantescos (além de tantos outros equipamentos) e apontá-los para o céu? Para responder a 2 questões básicas:
- De onde viemos ou, como tudo começou?
- Estamos sós no universo?

A primeira pergunta trata da origem do universo e, para isso, existem algumas teorias inclusive algumas falando sobre multiplos universos, ou seja, este nosso universo seria apenas 1 entre muitos. A teoria que é aceita com mais naturalidade hoje em dia é a do Big Bang, ou seja, o universo foi criado a partir de uma grande explosão. O espaço e o tempo foram criados (E continuam sendo criados) e, quase 15 bilhões de anos depois você está lendo este blog confortavelmente em sua cadeira. Vou deixar este assunto para um próximo post pois é por demais longo.
Quero me focar na outra pergunta. Será que somos os únicos habitantes deste universo dito infinito?
Desde muito tempo atrás o homem tem feito esta pergunta e por incrível que pareça, apesar dos esforços sem medida dos cientistas e pessoas comuns (Não que cientistas não sejam pessoas comuns... ahh, vocês entenderam) ainda continuamos sem uma resposta definitiva.
Além dos cientistas, vários filmes ao longo dos anos retratam contatos com extra-terrestres, amigáveis ou não. A lista vai desde o clássico Contatos Imediatos do Terceiro Grau, passando por Cocoon, Contato, Sinais, Guerra dos Mundos e tantos outros produzidos que a esta lista seria por demais extensa.

Mas agora façamos a pergunta: Estamos realmente sós no universo?
Vamos ponderar um pouco para tentar chegar perto de uma conclusão.
Veja, moramos num universo de 15 bilhões de anos de idade, ou seja, para qualquer lado que você olhar vai encontrar trilhões de galáxias com bilhões de estrelas, cada estrela provavelmente com um sistema planetário girando ao seu redor. Será que somente neste pedacinho apagado de areia no universo o todo poderoso e infinitamente inteligente, Deus, colocaria estas criaturas para viver ou , Ele, em toda a sua grandeza, espalhou vida por todo o universo, fazendo-a florescer de forma heterogênea, mas organizada, em quase todos os sistemas estelares existentes?
Com o objetivo de descobrir a resposta para esta intrigante pergunta, os homens vêm tentado detectar de qualquer forma emissões de rádio extraterrestres. O programa SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence - Busca por Inteligência Extraterrestre), iniciado em 1994, busca por evidências de vida extraterrestre através de algumas assinaturas de sua tecnologia. Atualmente o programa SETI busca por inteligência em nossa galáxia tratando os sinais recebidos por vários rádiotelescópios. Para obter mais informações acessar o site: http://www.seti.org/ (Em Inglês). Até hoje não houve nenhuma evidência de que temos vizinhos.
Existe um paradoxo, chamado "Paradoxo de Fermi". Fermi era um grande cientista e estava envolvido na busca por vida extraterrestre e, discutindo com os colegas a idéia que, a partir da idade extrema do universo e seu vasto número de estrelas sugere que, se a terra for típica, a vida extraterrestre deveria ser comum. Com essa idéia, ele formulou a seguinte pergunta: "Onde eles estão?". Essa pergunta foi feita motivado pela total falta de evidências de contatos ou naves e sondas extraterrestres.Isso é realmente intrigante. É a mesma coisa de morar numa rua cheia de casas mas nunca ver os vizinhos.
Mas, quantas civilizações tecnicamente avançadas poderiam existir em nossa galáxia, a Via Láctea? Houve uma tentativa proposta por Frank Drake, em 1961, de maneira a estimar o número de civilizações em nossa galáxia com as quais poderíamos ter a chance de estabelecer comunicação.
A Equação de Drake é formulada abaixo:

N = R* x Fp x Ne x Fl x Fi x Fc x L
Onde:
N é o número de civilizações extraterrestres em nossa galáxia com as quais poderíamos ter a chance de estabelecer comunicação
R* é a taxa de formação de estrelas em nossa galáxia
Fp é a fração de estrelas que possuem planetas em sua órbita
Ne é o número médio de planetas que potencialmente permitem o desenvolvimento de vida por estrela que tem planetas
Fl é a fração dos planetas com potencial para vida que realmente desenvolvem vida
Fi é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligenteFc é a fração dos planetas que desenvolvem vida inteligente e que têm o desejo e os meios necessários para estabelecer comunicação
L é o tempo esperado de vida de tal civilização

Drake forneceu valores baseados em suas pesquisas:
R* - estimado em 7/ano
fp – estimado em 0,5
ne – estimado em 2
fl – estimado em 0,33
fi – estimado em 0,01
fc – estimado em 0,01
L – estimado como sendo 10 000 anos
Segundo os dados de Drake, temos uma estimativa que resulta:
N = 7 × 0,5 × 2 × 0.33 × 0,01 × 0,01 × 10 000 = 2,31

Ou seja, existem pouco mais de 2 civilizações, na nossa galáxia, com chance de estabelecer comunicação conosco.
Claro, esta equação é amplamente criticada baseando-se no fato de que vários fatores são conjecturas tornando seu valor nulo. Outra crítica é que Drake não prevê que as civilizações possam sair da sua galáxia mãe para colonizar outras galáxias. Assim sendo entrariam também em conta as equações da dinâmica populacional.
Algumas hipóteses sobre o porque não somos contactados ou não temos visto seres extraterrestres são:
- Hipótese da Terra rara : Diz que o desenvolvimento de vida na Terra exigiu uma improvável combinação de eventos e circunstâncias astrofísicos e geológicos, concluindo-se que a vida complexa não é comum, resolvendo de certa forma o Paradoxo de Fermi. Ver Hipótese da Terra Rara
- Hipótese do Zoológico : De acordo com esta hipótese, os extraterrestres estariam em uma fase de observação da humanidade e da Terra, evitando entrar em contato direto ou influenciar as sociedades humanas, da mesma maneira que os cientistas modernos procedem ao estudar animais em um zoológico. Ver Hipótese do Zoológico

E o que eu acho?
Bom, eu acho que se somente existisse vida no nosso planeta, seria um enorme desperdício de espaço e acho que Deus, em sua infinita inteligência, não colocaria vida somente neste pequeno e apagado planeta. Acredito que a vida em outros planetas e muito mais comum do que podemos imaginar ou calcular. De certa forma as enormes distâncias físicas impedem que civilizações com o nosso nível de avanço tecnológico consiga se aventurar nas estrelas.
Vejamos, a estrela mais próxima da Terra (Depois do Sol, claro) é Próxima Centauri, que está a 4,2 anos-luz ou ainda 40 trilhões de quilômetros. Quem já leu um de meus posts sabe que 1 ano luz é a distância que a luz percorre em um ano, o que é muito. Se uma nave viajasse para Próxima Centauri à velocidade de 77,3 km/s (esta é a velocidade da Voyager 1, a nave mais rápida já construída pelo homem), demoraria pouco mais de 16.600 anos, ou seja, simplesmente impraticável. A não ser que o homem desenvolva tecnologia para viajar pelo espaço-tempo (através das teóricas dobras espaciais ou distorções espaço-temporais) a viagem à outras estrelas ainda está longe de se tornar uma realidade. Hoje em dia mesmo viagens à planetas do nosso sistema solar (Marte, por exemplo) envolvem tecnologia de altíssimo nível e, mesmo assim, ainda não estamos prontos. Clique em Viagem Interestelar para ler algumas coisa a mais sobre viagens interestelares.

Então, meus queridos leitores, quem sabe um dia veremos grandes e poderosas naves espaciais pousarem em nosso planeta com o objetivo de compartilhar experiências, não para nos matar ou ainda tomar nosso planeta e nos fazer de escravos galáticos. Isso é coisa de americano,que só pensa que alguém quer nos atacar ou que eles tem que atacar alguém.

Paz a todos
MF

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