terça-feira, 27 de outubro de 2009

O "Dia Motoboy"


Boa noite,

Hoje foi o meu "Dia Motoboy". O que significa isso? Vou contar...
Como a maioria (97.45% segundo última pesquisa Galop) dos meus leitores sabe, eu sou motociclista (Talvez daí venha o nome do blog), ou seja, prefiro 2 a 4 rodas por uma série de razões, além do prazer de dirigir uma moto e a facilidade de locomoção na cidade grande.
Mas, na minha família (Que não é tão pequena assim), eu sou o único motociclista. Mas e aí? O que isso tem a ver?
Significa que todos os serviços que ninguém quer fazer por ser demorado ou longe eles elegem o motociclista da família, que sofre uma promoção sumária e irrestrita para Motoboy. É sempre aquela coisa, onde tem que levar um documento num lugar bem longe ou pegar um exame médico, coisas assim, básicas. É sempre aquela história:
- Ah, de moto é muito mais rápido.
- Não existe trânsito para moto.
- Você vai costurando o trânsito e chega rapidinho.
- Se chover, olha, toma cuidado, leva a capa de chuva...

Hoje, então, tive a tarefa honorífica de buscar os exames odontológicos de meu filho na Vila Mariana e deixar outros documentos para uma pessoa na Barra Funda, a pedido de Mamãe. Bom, como estou em Barueri, é uma distância legal.
Saí umas 10:40hs, equipado e preparado para o pior, ou seja, a chuva. Tracei meu percurso da seguinte forma:
- Barueri-Vila Mariana via Castelo, Marginal Pinheiros, JK e Túnel Airton Senna
- Vila Mariana-Barra Funda via Paulista, 13 de Maio e Elevado
- Barra Funda via Marques de São Vicente, Ponte Piqueri, Marginal Tietê e Castelo

Traçado o percurso, saí tranquilamente. Encarei um trânsito razoável no final da Castelo, usei o corredor com cautela. Na Marginal Pinheiros tive o meu primeiro contratempo; começou a chover. Nesta momento, parei embaixo de uma ponte e tive o meu primeiro "Momento Motoboy", ou seja, coloquei a calça e a blusa plásticas para segurar a chuva. Nos mesmos 50 metros em que eu estava, outros 20 motoboys faziam a mesma coisa e conversavam animadamente. Entrei na conversa para não parecer A.S. (Anti Social) e depois peguei o meu caminho.
Com muita cautela consegui chegar à Vila Mariana, já bastante estressado, pois pegar trânsito em SP com chuva é cruel, para o corpo e para a mente.
A volta da Vila Mariana para a Barra Funda não foi menos cruel, pois o trânsito estava pesado e, apesar do que todos dizem, existe trânsito sim para as motos e deve-se ter muito mais cuidado ainda. Qualquer vacilada é chão!
Chegando à Barra Funda, parei a moto num bolsão de motos ao lado do Fórum, onde dezenas de motos de espremiam num espaço bem pequeno. Tive que fazer malabarismos, primeiro para estacionar entre 2 motos e depois para sair da minha moto. Tudo bem, consegui. Mais um momento sublime de Motoboy onde passei com louvor.
A volta foi tranquila, tinha parado de chover e voltei devagar, cantalorando músicas bem antigas, da época que eu ainda era criança pequena.
No final, foram pous mais de 2 horas e aproximadamente 90 km de percurso.

Cheguei cansado, tanto fisicamente quanto mentalmente. Parece pouco, mas 2 hs de trânsito em cima de uma moto, em SP, é cansativo.
Com isso, fiquei imaginando aqueles verdadeiros motoboys, que trabalham das 6 da manhã às 10 da noite, pegando e entregando de tudo, com aqueles baús atrás maiores que as motos. Acho que o sujeito entra em parafuso depois de um certo tempo e por aí entende-se as barbaridades que alguns fazem no trânsito. Não estou amenizando os erros, apenas tentando entender porque eles acontecem. Se em 2 horas eu me estressei, imagina o que acontece em 14, 15 hs todo santo dia. Depois os coitados levam o apelido de "cachorro louco"...

E olha que eu ainda pratiquei direção defensiva, ou seja, mantive uma distância segura dos carros, usei o corredor somente quando o trânsito estava parado, procurei não andar em cima das faixas pintadas no chão (Que com a chuva ela fica escorregadia) e dirigi tranquilamente, sem pressa, sem costurar.

Assim, da próxima vez que vocês virem um motoboy na rua (Ou muitos ao mesmo tempo), talvez um deles seja este cidadão que lhe escreve ou ainda, seja um pai de família, tentando ganhar a vida nessa loucura que é a cidade grande.
Deus proteja os motoboys.

Paz a Todos
MF

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eu, Robô


Boa noite,

A computação tem evoluído em progressão geométrica ultimamente. Os computadores estão cada vez mais poderosos e as pesquisas em inteligência artificial têm alcançado limites antes nunca imaginados pelo homem. Aliado a isso a robótica agora está se aproveitando de todo este poder de processamento e novos materiais para evoluir junto. Onde será que vamos parar?
Alguns filmes já tentaram, de certa forma, prever o futuro das máquinas e computadores em nossa sociedade. Eu Robô, Matrix e O Exterminador do Futuro contam um final não muito agradável. Nestes filmes, os robôs se tornam conscientes em algum momento de sua existência e resolvem tomar conta do mundo, eliminando os seres humanos. Tudo termina em uma guerra horrível, milhões de mortes e um mundo devastado e dominado pelas máquinas. Será que o futuro nos reserva realmente esse final terrível e assustador? Seremos os criadores de um novo "organismo" capaz de nos aniquilar?
Hoje em dia dependemos das máquinas para praticamente tudo e não sei como nossa sociedade sobreviveria sem elas. Os computadores estão em todo lugar e a rede mundial (Internet) cresceu exponencialmente, conectando tudo a qualquer coisa. Hoje temos, além de computadores, até geladeiras conectadas à Internet, examinando o prazo de validade de cada alimento dentro dela e, se necessário, faz o pedido destes produtos direto no supermercado. Você será informado, pela sua geladeira, que o pedido de tal produto foi feito e que será entregue em sua casa.
Alguns duvidam que as máquinas um dia possam ter consciência mas, ao meu ver, muita gente anda trabalhando nisso, vejam alguns trabalhos que achei na Internet, todos do site Inovação Tecnológica.

Os Robôs estão vindo Será que estamos preparados? - Este artigo fala sobre a evolução dos robôs e como os cientistas estão fazendo o robô aprender, usando Inteligência Artificial, psicologia desenvolvimental, neurociência desenvolvimental e filosofia.
Cientistas criam cérebro robótico capaz de evoluir - Aqui o robô pode ser capaz de evoluir, como na evolução biológica, ou seja, crescer em complexidade ao longo do tempo.
Cérebro em um chip: nasce o primeiro protótipo - Cientistas querem desenvolver um chip com as mesmas capacidades de um cérebro humano, seria um chip neural.
A Internet está se auto-organizando em um megacomputador global - Auto-Organizando? Superorganismo global? Isso dá medo e me lembra a Skynet, do filme "O Exterminador do Futuro".
Máquinas morais: programas poderão decidir questões de vida ou morte? - Computadores decidindo o que é certo e o que é errado por nós, baseados em uma moral questionável. O que poderia ser mais tranquilizante?
Aplicativos inteligentes para internet têm autogerencimento e autocorreção - Isso é o máximo heim? Programas que se autogerenciam e se autocorrigem. O que poderia ser mais belo?

Juntando tudo isso, temos robôs que podem evoluir, pensar, ter moral e se corrigir automaticamente.
Essas são só alguns poucos artigos e ainda por cima bem superficiais. Pesquisadores no mundo inteiro estão desenvolvendo, criando, inventando, inovando e isso está nos levado a níveis imaginados somente, por enquanto, nos cinemas.

Será mesmo que seremos dominados pelas máquinas? Até quando teremos o controle sobre elas? Será que chegará um momento em que um organismo cibernético vai tomar uma decisão, baseada em sua moral, e essa decisão não vai agradar a maioria dos sers humanos mas, de acordo com a sua moral, será a decisão certa.
Espero sinceramente que não façamos isso. Computadores tomando decisões complexas pelos humanos beira a idiotice e não sei se será um bom negócio.

Paz a todos
MF