segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Vamos correr?


Bom dia,

Dia 19 de Setembro corri na Maratona de Revezamento do Pão de Açucar onde fui numa equipe de 4 atletas, cada um correndo pouco mais de 10 Km. Minha impressão final é: Foi muito bom!!!!
Mas antes, quero contar um pouco da história dessa primeira experiência em provas de rua.
Tudo começou num churrasco em casa, no dia 22 de Agosto, com uma turma animada, oriunda de um treinamento de liderança que eu tinha feito algumas semanas antes. Neste churrasco, um dos amigos virou e me disse: - Você quer participar da Maratona de Revezamento do Pão de Açucar? Cada membro da equipe vai correr 10 Km. Instintivamente, eu disse SIM!
Minha prova começou neste momento. Logo depois que eu aceitei comecei a pensar se realmente eu teria condições de me comprometer com um evento desses. Muitas dúvidas passaram pela minha cabeça e pensei em ligar de volta e dizer que não queria ou não poderia participar.
Depois de um tempo, aceitei a idéia que iria participar da corrida e, como tarefa de casa, eu deveria pelo menos me preparar pois tinha assumido um compromisso com os meus amigos de, além de estar lá em corpo e alma, teria que estar pelo menos apto a correr os 10 Km sem morrer.
O bom Deus me deu um corpo forte e resistente, assim, comecei a treinar perto de casa, fazendo percursos fortes para ficar bem preparado. Além disso, minha mente ficava sempre pensando na prova, como que me preparando para o que estava por vir. Depois de algumas semanas, eis que chega no sábado anterior à prova. Uma dúvida ainda pairava em minha mente: - Será que eu vou corresponder ao que todos esperam?
Bom, como moro fora de São Paulo, combinei de dormir na casa de um amigo perto do parque Ibirapuera, para facilitar as coisas. Acordei as 5 hs e as 5:40hs já estava no parque, perto do local combinado para o encontro (que se daria as 6:30hs). É, sei que cheguei cedo, mas melhor assim.
O parque já estava com bastante gente e em pouco tempo fervilhava. Equipes se formavam, discutiam como seria a estratégia e tomavam um café da manhã sentados na grama do parque. Minha surpresa foi encontrar um senhor que me disse que já corria a 19 anos, tinha corrido a Maratona de São Paulo e que ainda correria a de Curitiba, mas nesta ele iria correr "somente" 10 Km para não se desgastar e que estava ficando velho. Perguntei a idade dele e ele me disse: - 83 anos!
O que? - Exclamei!!!
Ele não aparentava a idade e estava em excelente forma física. Neste momento fiquei tocado e vi nele um objetivo de vida. Poxa, quero chegar aos 83 anos como ele. Que lição de vida.
Passado um tempo, encontrei o pessoal, distribuímos os kits (Camiseta, chip para colocar no tênis, número para colocar na camiseta, etc) e fomos para o local da largada. Eu seria o segundo no troca do revezamento.
A energia do local era fantástica, as pessoas focadas somente no momento em que elas deveriam correr. Todos interessados somente naquele momento. Nada mais importava: O frio, sono, cansaço, etc.
E foi dada a largada. Ao todo eram 32 mil pessoas na Maratona, não todas ao mesmo tempo correndo, mas mesmo assim, o número de pessoas na largada foi enorme. Muito bonito de se ver.
Fomos para o nosso ponto de troca, onde o meu colega chegaria dali a mais ou menos 1 hora. Eu estava ligeiramente nervoso, apreensivo, só pensava em como meu corpo se comportaria durante o percurso. Eu ainda estava com um nó no estômago, meio nervoso, apreensivo.
Chegou a hora. Peguei a braçadeira e mandei a ordem mental às minhas pernas e músculos: - Agora é com vocês!!!
E fomos juntos. O começo ainda tímido, pernas se trançando meio sem aquecimento, passos receosos e muitas dúvidas na cabeça. Depois de 5 minutos eu já estava compartilhando o asfalto com um punhado de gente, homens e mulheres de todas as idades, todos interessados em fazer a sua parte.
De todos os lados vinham gritos de motivação: - Vamos lá! Você consegue! Não pare!
Eu me senti ótimo e comecei a motivar outras pessoas que estavam andando. Eu parava do lado e chamava a pessoa a correr mais um pouco, a se esforçar, a se superar. A cada passo que eu dava era uma alegria e, mesmo cansado eu estava completamente feliz.
No meio da prova eu me senti cansado mas sempre que eu olhava para frente via uma multidão à minha frente e pensava: - Se eles estão lá, vou chegar também.

Então eu cheguei. Entrei num corredor onde deveria me dirigir ao meu posto de troca, o de número 9, mas tinha que passar por todos os outros, do 1 ao 8. Quando passei pelo posto 5, tive uma descarga de adrenalina e pensei: - Puxa, estou terminando a prova, UAU! E dei um pique de mais ou menos 300 metros até onde estava o meu amigo esperando ansiosamente. Entreguei a braçadeira e fui me encontrar com o meu grupo, já à minha espera.
Eu estava cheio de energia e poderia correr mais ainda. Todos me cumprimentaram, me deram os parabéns e foi espetacular. O que importava naquele momento não era o tempo que eu tinha feito e nem se eu tinha chegado antes de alguém, mas simplesmente que eu tinha terminado. Me lembro de um filme onde o galã leva um choque e começa a ouvir tudo que as mulheres pensam. No meio do filme ele tem que fazer um comercial para a linha feminina da Nike e, quando ele apresenta, a mensagem final é: Nike, no games, just sport!
E foi exatamente isso. Não importa que ganhou ou em que posição chegamos. Chegamos!
A energia do lugar, das pessoas, do momento e ao final mesmo cansado eu estava num estado de êxtase completo. Foi fantástico!
Já me decidi e vou participar de todas as provas de rua que eu conseguir.

Esta foi a minha experiência. Eu não conseguiria colocar neste espaço a verdadeira essência desta minha aventura mas acho que, de certa forma, está aí.

Espero que você se sinta motivado a fazer esta experiência. Vale a pena, muito...

Paz a todos
MF

Um comentário:

Anônimo disse...

Olá, tudo bem?

Puxa, que legal, fico feliz por você ter entrado de cabeça, não ter pensado duas vezes, se não, talvez tivesse desistido.
Muitos se assustam com a primeira experiência (como eu...rs). Mas percebi que você não, Parabéns pela sua primeira Corrida de Rua e espero que venham muitas outras e o bacana disse é que tenho certeza de que você irá arrastar mais alguns para esse meio tão delicioso e gratificante que é o contato com você mesmo, testando seus limites e querendo sempre mais, é uma sensação única de euforia, de vibrações positivas, de poder sentir a liberdade, como se fossemos capaz de voar.

Não podemos esquecer: show de bola para a galera da organização em geral, com postos de água bem abastecidos e o pessoal de staff sempre orientando a galera durante todo o percurso e dando apoio.

Bem vindo ao mundo da ‘Elite’ a ‘Elite que se mexe e se permite Viver’, PARABÉNS!!!