quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Imposto da Imbecilidade


Boa noite,

Meu último post foi sobre uma nova espécie em “evolução” na Terra, onde foi classificada como Homo Imbecilis.
Tenho observado que esta espécie está realmente em franca expansão, principalmente os que gostam de ouvir música alta no carro, com todos os vidros abertos, para que todos saibam qual o tipo de música aquele imbecil (desculpem-me, Homo Imbecilis) aprecia.
É uma coisa grotesca. Vc está parado no transito e aí os vidros do seu carro começam a vibrar com uma batida forte. Você pensa que é o trio elétrico da Ivete Sangalo e se lembra que nem comprou o tal do Abadá dela mas, 30 segundos depois, passa ao seu lado aquele carro velho e rebaixado com luzes de neon na parte de baixo e alguns cacarecos no painel, parecendo mais uma nave espacial de Contatos Imediatos (sim, aquele filme clássico de 1977, quase o mesmo ano do carro em questão) com um  conjunto de som que seguramente é mais caro do que a carcaça de metal que o carrega. Dentro do carro, obviamente, um imbecil, de boné e cara de malandro.
Agora veja só, você está em seu carro com os vidros fechados e ouvindo Andrea Bocelli nos decibéis compatíveis com seus ouvidos e seu espaço interno, ou seja, ninguém tem que saber o que você está ouvindo. Mas no mesmo instante em que você está apreciando este magnífico tenor italiano, o Homo Imbecilis ao lado está ouvindo o funk da baixada ou ainda quadradinho de oito (quatro, sei lá), show das poderosas e essas porcarias que aparecem por aí. E você não consegue mais ouvir os acordes perfeitos de Andrea Bocelli, somente o batidão que o imbecil ao lado está ouvindo. É como se você estivesse com a cara no auto-falante dele.
Assim, eu gostaria de saber se ele tem mais direito de ouvir música do que eu. Veja bem, eu pago IPVA, DPVAT e faço o licenciamento do meu carro todo ano mas este cidadão nem paga mais o IPVA, pois o carro dele seguramente já ultrapassou os 20 anos. Isso lhe dá o direito de ouvir a música na altura que ele quiser? Minha esposa sugeriu que essas pessoas deveriam pagar um imposto adicional para ter o direito de ouvir música alta. Achei uma excelente idéia e decidi criar um imposto, que vou chamar de IPSI - Imposto de Permissão de Ser Imbecil.
Com este imposto, o imbecil tem um recibo (parecido com o DPVAT) anexado ao documento do carro e recebe um adesivo que deve colar em seu carro, informando que agora ele está pagando pelo direito de se declarar imbecil. Ele poderá ouvir música alta no carro o quanto quiser pois agora tem a declaração de imbecilidade exposta para que todos vejam. Se ele estiver ouvindo música alta e não tiver o recibo mais o adesivo do IPSI, pode receber uma multa por ser imbecil sem ter pago por isso.
Talvez com este imposto a quantidade de imbecis declarados diminua. Vejam bem, eu disse “imbecis declarados” pois a quantidade de não declarados ainda é enorme.
Este imposto pode ser extensível aos imbecis que colocam música bem alta tocando no celular, quando este recebe uma chamada. O celular teria uma capa toda especial, externando a imbecilidade do cidadão. Assim, quando um celular de um imbecil começar a tocar aquele funk das popozudas, somente com um olhar na capinha do celular você vai saber se ele pagou o IPSI ou não.

Vocês, nobres leitores, vislumbram mais extensões do IPSI ?

Paz a todos
MF

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Darwin estaria equivocado?

Boa noite,

  Desde que Darwin escreveu sua teoria sobre a origem das espécies, em 1859, muita coisa aconteceu. Os criacionistas queriam a cabeça dele e de todos os evolucionistas que vieram na seqüência. Esta teoria diz que os seres vivos de adaptam gradualmente através da seleção natural e as espécies se ramificam sucessivamente a partir de formas ancestrais.  Em resumo, evolução por seleção natural onde o mais apto sobrevive.
  Segundo os cientistas, hoje o mundo tem cerca de 8.7 milhões de espécies, sendo que uma delas é a nossa, cientificamente classificada como Homo Sapiens. Somos talvez o organismo mais complexo e perfeito que existe no planeta e nossa classificação segue uma regra bem complexa. Vejam abaixo como é classificada a nossa espécie:

Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Phylum ou Divisão: Chordata
Subphylum ou Subdivisão: Vertebrata
Classe: Mammalia
Subclasse: Eutheria
Ordem: Primatas
Subordem: Haplorrhini
Família: Hominidae
Subfamília: Homininae
Gênero: Homo
Espécie: Homo Sapiens

  Muito bom...
  A partir daqui, segundo Darwin, deveríamos sempre evoluir nossa espécie, ou seja, nos tornaríamos seres humanos melhores a cada geração. Aparentemente é isso o que acontece mas, ultimamente, tenho notado que uma nova espécie derivada da Homo Sapiens tem se proliferado com uma velocidade assustadora. É a espécie de humanos que se acham "a última bolacha do pacote" ou ainda que o mundo deve parar para que eles desfilem. O problema é que esta nova espécie, ao invés de evoluir, está involuindo ou regredindo. Para facilitar vou chamar esta nova espécie de Homo Imbecilis.
  Você pode reconhecer esta nova espécie através de seu comportamento característico. Vamos a alguns exemplos do que esta nova espécie faz:

  - Jogam, pela janela do carro, latas de cerveja, de refrigerante ou maços de cigarro vazios;
  - Andam a toda velocidade pela rua, fechando todo mundo e querendo passar onde não existe espaço;
  - Furam fila em todo e qualquer lugar;
  - Gostam de ouvir música bem alto como se o mundo fosse obrigado a gostar (e ouvir) da música que  eles estão ouvindo;
  - Dirigem sua moto pelo corredor e se irritam quando alguém tenta mudar de faixa;
  - Estão sempre com a razão (pelo menos, eles acham isso);
  - Quando colocados em uma situação de confronto com um Homo Sapiens, proclamam em alto e bom tom: "Você sabe com quem está falando???"

  Esta última é a minha preferida.
  Como você, caro leitor, pode ver, enquanto esteve lendo as características acima, tenho certeza que já identificou alguns integrantes da espécie Homo Imbecilis. Existem algumas outras características que podem ser adicionadas nesta lista, mas deixo para você completa-la.

  Afinal, será que Darwin estaria em uma situação periclitante ao ser confrontado com um Homo Imbecilis? Esta espécie não pode ser uma evolução da Homo Sapiens e é claramente uma involução. Mas isso contraria a teoria de Darwin. E agora?

  Bem, vou deixar para vocês concluírem.

  Paz a todos
  MF

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

SmartPeople


Boa noite,

Algumas semanas atrás fui abordado pelo meu filho de 11 anos me dizendo que precisava (veja bem, ele “precisava”) de um smartphone. Perguntei o motivo e ele me disse que era por que a maioria dos amigos dele tinham um smartphone ou um tablet. Ele completou me dizendo que queria para jogar, acessar o facebook, etc...
Eu disse que ele tinha somente 11 anos e que eu não colocaria um aparelho de R$ 1.500,00 na mão dele e que se os pais dos amigos assim o fizeram, problema deles.
Ele esboçou uma tentativa de negociação, dizendo que tinha visto uns mais baratos, de R$ 900,00 o que, claramente, não colou. Mais um pouco de choradeira e ele desistiu, pelo menos por enquanto.
Com isso, eu fiquei pensando sobre como a tecnologia evoluiu e o bom e velho telefone celular agora mudou de nome e foi promovido a smartphone. Com este novo dispositivo, podemos fazer várias coisas. Aqui está uma pequena lista delas:
- Navegar na Internet
- Baixar novos aplicativos
- Jogar online contra seus amigos
- Ler livros e artigos
- Fazer compras
- Acessar o banco pagar contas, fazer transferências e checar o saldo
- Efetuar pagamentos móveis
- Controlar alguns brinquedos eletrônicos
- Acessar o seu email
- Ouvir música
- Tirar fotos, compartilhando-as via instagram
- Gravar vídeos e postar no youtube
- Acessar mapas e traçar rotas
- Agendar compromissos
- Gravar trechos de audio
- Acessar dados da BOVESPA, NASDAQ, etc
- Falar com seu amigo via Skype
- Consultar o facebook
- Mandar mensagens via twitter
- Verificar a previsão do tempo para o final de semana
- Consultar preços de carros
- Programar a sua corrida, percurso e depois ser monitorado pelo GPS
- Monitorar a frequência cardíaca
- Trocar mensagens instantâneas

Puxa, parece que eu estou esquecendo de alguma coisa…
Ah, sim… o smartphone também serve para efetuar ligações telefônicas; impressionante, não é?

Com tudo isso no seu bolso, fica difícil lembrar de como era o telefone a apenas 20 anos atrás, onde tínhamos um dispositivo grande, pesado e que acabava com a bateria muito rápido. As funções dele eram efetuar ligações e agenda telefônica. Ah, alguns vinham com a possibilidade de configurar o tipo de toque de chamada. Isso sim era o “must”...
Agora o próximo passo na evolução são os smartwatch, ou os “relógios inteligentes”. Ele deve integrar com o smartphone e trabalhar em sintonia fina. Antes disso ainda vieram os óculos do Google (smartglass ???)
Imagino um cenário onde o relógio avisa o usuário que o telefone (que não faz mais barulho e nem vibra) está sendo chamado e o usuário recebe a foto e o número da pessoa que o está chamando no óculos, incluindo o perfil no facebook e outras informações pertinentes. Com um simples “Alô” a chamada é completada e inicia-se a conversa. Parece que estou no meio do filme do 007.
Em um outro cenário possível mas pouco usual, o seu telefone, ao receber uma chamada, analisa o perfil da pessoa que está chamando e decide se deve ou não atender à chamada levando em consideração vários fatores coletados durante chamadas anteriores com esta mesma pessoa, padrões de comportamento, horário da chamada, local da chamada, etc. Sinistro…

Vejo um futuro de “Eu Robô”, onde as máquinas decidirão com quem poderemos falar e, quem sabe, o que devemos comer, se precisamos fazer exercícios ou com quem devemos nos relacionar, casar, etc. Pior, pode ser “O Exterminador do Futuro”, onde seremos mortos ou escravizados por robôs com a cara do Schwarzenegger ou como em “Matrix”, onde seremos utilizados como pilha (pelo menos alguns terão um lado positivo… :-) ), e sem o Neo para brigar com o Smith e salvar o mundo.

Seremos escravos do smartphone, smartwatch, smartglass, smartclothing, smartshoe e qualquer outro smart*** que inventarem. Será que com tudo isso, um dia, poderemos ser considerados SmartPeople?

Só o futuro dirá.

MF