quinta-feira, 12 de setembro de 2013

SmartPeople


Boa noite,

Algumas semanas atrás fui abordado pelo meu filho de 11 anos me dizendo que precisava (veja bem, ele “precisava”) de um smartphone. Perguntei o motivo e ele me disse que era por que a maioria dos amigos dele tinham um smartphone ou um tablet. Ele completou me dizendo que queria para jogar, acessar o facebook, etc...
Eu disse que ele tinha somente 11 anos e que eu não colocaria um aparelho de R$ 1.500,00 na mão dele e que se os pais dos amigos assim o fizeram, problema deles.
Ele esboçou uma tentativa de negociação, dizendo que tinha visto uns mais baratos, de R$ 900,00 o que, claramente, não colou. Mais um pouco de choradeira e ele desistiu, pelo menos por enquanto.
Com isso, eu fiquei pensando sobre como a tecnologia evoluiu e o bom e velho telefone celular agora mudou de nome e foi promovido a smartphone. Com este novo dispositivo, podemos fazer várias coisas. Aqui está uma pequena lista delas:
- Navegar na Internet
- Baixar novos aplicativos
- Jogar online contra seus amigos
- Ler livros e artigos
- Fazer compras
- Acessar o banco pagar contas, fazer transferências e checar o saldo
- Efetuar pagamentos móveis
- Controlar alguns brinquedos eletrônicos
- Acessar o seu email
- Ouvir música
- Tirar fotos, compartilhando-as via instagram
- Gravar vídeos e postar no youtube
- Acessar mapas e traçar rotas
- Agendar compromissos
- Gravar trechos de audio
- Acessar dados da BOVESPA, NASDAQ, etc
- Falar com seu amigo via Skype
- Consultar o facebook
- Mandar mensagens via twitter
- Verificar a previsão do tempo para o final de semana
- Consultar preços de carros
- Programar a sua corrida, percurso e depois ser monitorado pelo GPS
- Monitorar a frequência cardíaca
- Trocar mensagens instantâneas

Puxa, parece que eu estou esquecendo de alguma coisa…
Ah, sim… o smartphone também serve para efetuar ligações telefônicas; impressionante, não é?

Com tudo isso no seu bolso, fica difícil lembrar de como era o telefone a apenas 20 anos atrás, onde tínhamos um dispositivo grande, pesado e que acabava com a bateria muito rápido. As funções dele eram efetuar ligações e agenda telefônica. Ah, alguns vinham com a possibilidade de configurar o tipo de toque de chamada. Isso sim era o “must”...
Agora o próximo passo na evolução são os smartwatch, ou os “relógios inteligentes”. Ele deve integrar com o smartphone e trabalhar em sintonia fina. Antes disso ainda vieram os óculos do Google (smartglass ???)
Imagino um cenário onde o relógio avisa o usuário que o telefone (que não faz mais barulho e nem vibra) está sendo chamado e o usuário recebe a foto e o número da pessoa que o está chamando no óculos, incluindo o perfil no facebook e outras informações pertinentes. Com um simples “Alô” a chamada é completada e inicia-se a conversa. Parece que estou no meio do filme do 007.
Em um outro cenário possível mas pouco usual, o seu telefone, ao receber uma chamada, analisa o perfil da pessoa que está chamando e decide se deve ou não atender à chamada levando em consideração vários fatores coletados durante chamadas anteriores com esta mesma pessoa, padrões de comportamento, horário da chamada, local da chamada, etc. Sinistro…

Vejo um futuro de “Eu Robô”, onde as máquinas decidirão com quem poderemos falar e, quem sabe, o que devemos comer, se precisamos fazer exercícios ou com quem devemos nos relacionar, casar, etc. Pior, pode ser “O Exterminador do Futuro”, onde seremos mortos ou escravizados por robôs com a cara do Schwarzenegger ou como em “Matrix”, onde seremos utilizados como pilha (pelo menos alguns terão um lado positivo… :-) ), e sem o Neo para brigar com o Smith e salvar o mundo.

Seremos escravos do smartphone, smartwatch, smartglass, smartclothing, smartshoe e qualquer outro smart*** que inventarem. Será que com tudo isso, um dia, poderemos ser considerados SmartPeople?

Só o futuro dirá.

MF

Um comentário:

Meyer disse...

Um tempo atrás li um post em um blog (agora não me lembro qual, pra creditar) com o seguinte diálogo:

- "Se na sua frente aparecesse alguém saído de uma máquina do tempo direto da década de 50, qual seria o hábito moderno mais difícil de explicar ?"

- "Tenho em meu bolso um pequeno aparelho capaz de acessar todo o conhecimento já acumulado pela raça humana, mas a maior parte do tempo uso ele só pra publicar fotos do meu gato."