Bom dia,
Em 1860, na Itália, Antonio Meucci criou uma forma de comunicar-se com a esposa, que era doente e ficava no andar de cima da casa. O laboratório de Meucci ficava no térreo e assim ele não tinha condições de trabalhar e cuidar dela ao mesmo tempo; assim sendo, ele criou uma forma de comunicar-se com a esposa sem precisar gritar ou sair de seu laboratório o tempo todo. O mundo nunca seria o mesmo pois ele havia inventado o telefone.
Que maravilha, agora o mundo seria conectado de forma instantânea. Não precisaríamos mais esperar dias para que uma mensagem chegasse a quem quer que fosse. O mundo ficou menor.
Pouco mais de 150 anos depois, o que temos?
Bem, continuamos com o bom e velho telefone, inclusive, com fio, mas veja, temos muito mais.
Hoje nossos telefones são chamados de Smartphones e são mais potentes que o computador que o homem utilizou para chegar à Lua. Impressionante o que a humanidade fez com tão pouco heim?
Estamos hoje na era da comunicação instantânea, que começou com os PCs e agora estão nos nossos smartphones. WhatsApp, IMO, Viber, Skype, etc. Podemos enviar mensagens de texto, mensagens de voz, imagens, fotos, vídeos e emoticons. Um amigo do outro lado do mundo receberá sua mensagem quase que instantaneamente e o melhor de tudo é que você saberá que este amigo recebeu e leu sua mensagem. Sensacional!!!! Inclusive, ficamos bravos quando a pessoa recebe, lê e não responde imediatamente. Isso é doentio.
É inegável as vantagens que esse meio de comunicação trouxe para a humanidade mas sempre temos um porém.
Tenho observado que hoje as pessoas se comunicam mais, mas conversam menos.
É fácil perceber isso quando você entra em um restaurante e há uma mesa com jovens e, inevitavelmente, todos terão seu smartphone. Eu diria que a cena mais comum hoje em dia é ver mais da metade deles batucando em seus smartphones, alheios ao que está acontecendo à sua volta. Os amigos estão lá, na sua frente, a um metro, mas o espírito deles está em outro lugar.
Você pode sentir o perfume da moça bonita ao seu lado, o cabelo dela roçando de leve a pele e seus belos olhos azuis estão fixos em você; mas você acha mais interessante as besteiras do seu grupo de amigos do WhatsApp do que ouvir a voz melodiosa desta garota e poder ter a chance de tirar um sorriso sincero dela.
Não há mais interação. Bem, claro que há, mas não da forma como havia antes. As pessoas se conheciam, se tocavam, se olhavam, se entendiam. Hoje uma pessoa que está do outro lado do mundo é mais interessante do que a pessoa que está ali, ao seu lado.
Não estou dizendo que não devemos manter este tipo de contato. Sim, devemos, mas dentro de certos limites razoáveis.
Que tal colocar o celular de lado quando estiver jantando ou apenas bebendo uma cerveja com os amigos e resistir ao verificar a mensagem que chegou sempre que o maldito celular vibrar ou fizer um daqueles já conhecidos e irritantes barulhinhos?
Se a mensagem é assim tão importante, a pessoa vai te ligar, tenha certeza disso. Aí você pede licença e atende ao telefone.
Ah, o assunto não está tão interessante e é melhor eu dar uma olhada no meu facebook? Tente se interessar pelo que está rolando; pode ser que você até consiga dizer algumas palavras e expressar sua opinião de forma clara e todo mundo vai agradecer por você estar ali, 100%, e não apenas 30% do tempo porque os outros 70% você ficou no maldito whatsapp vendo uma foto idiota de um vestido preto e azul (Eu sou do clã dos Pretoazulinos...) ou no facebook curtindo e comentando selfies, dizendo que ela está linda ou gatona ou ainda que arrasou. Fala sério!
Eu uso WhatsApp, IMO, Viber e Skype; acesso meu Facebook a partir do smartphone mas, quando estou com meus amigos em um bar ou em uma festa, meu celular vai esgoelar de apitar ou vai quebrar a mesa de tanto vibrar, mas raramente vou dar atenção à ele, pois estou com minha família e meus amigos e eles são peça fundamental em minha vida. Eles estão ali, para compartilhar de minha presença e qualquer foto ou mensagem que apareça no mundo virtual pode esperar para ser compartilhada ou curtida depois.
A propósito, a foto acima é do primeiro telefone celular, desenvolvido pela Ericsson, em 1956, pesava 40 quilos e devia ser instalado em porta malas de carros.
Paz a todos
MF
O Poder da Escolha e O Efeito Borboleta
Há 14 anos


Um comentário:
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